“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça, a fim de que tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda"

João 15:16

quinta-feira, 24 de março de 2011

O Valor da oração eficaz - Antônio Marcio L. Aires


A oração já foi definida como “o oferecimento de nosso desejos a Deus, em nome de Jesus Cristo e com o auxílio de seu Espírito Santo, com a confissão de nossos pecados e um grato reconhecimento de suas misercórdias”. CMW – 178
Ninguém pode ler a Bíblia e não ficar fascinado com a importância dada a oração. Vejamos alguns exemplos do valor que a oração tinha para alguns homens e para o relacionamento com Deus:
• Esdras - Para ele, a oração era mais importante que exercito e cavaleiros – No cap 8.21-23 vemos que Esdras teve vergonha de pedir exército e homens, mas não teve vergonha de orar.
Esdras tinha certeza, fé, convicção de que a mão de Deus estaria sobre ele e seu povo quando buscada com jejum e oração.

Jesus - A considerava mais importante que o alimento e o sono - Mt 4.2; Mc 1.35; Lc 6 : 12.
Jesus não comeu enquanto Deus não providenciou o seu alimento.
Jesus perdia noites de sono “orando”.
Para tomar decisões, Jesus dedicou noites de sono em oração.

• Daniel – Considerava a oração mais importante que sua própria vida – Dn 6.10
Daniel foi lançado na cova dos leões por ser perseverante na oração; e tinha reconhecimento do rei sobre isso 6.16;20.
“Mais importante que minha vida é minha comunhão com meu Deus”.
·         Orava incessantemente
·         Orava sem medir consequencias
·         Orava com ousadia.

Deus nos redimiu para termos comunhão com Ele. E, a oração é uma parte importante para o nosso relacionamento com Ele. Quando oramos, falamos a respeito dele mesmo, de nós mesmos e de pessoas do mundo. Esta forma bidirecional dura por toda a vida. Mas, precisamos ter em mente que, a oração verdadeira só é feita em atitude de confissão. Esta é, sem duvida, a grande característica da oração.

NÃO SOMOS VISITANTES
Quando entramos na presença de Deus, não entramos como visitantes ou pessoas estranhas, mas entramos como sacerdotes que tem o direito de estar nos lugares mais sagrados do templo. Antes, não tínhamos este direito, mas Jesus conquistou este direito para nós na cruz do calvário. Não precisamos mais ficar do lado de fora esperando que alguém interceda por nós. Agora, temos livre acesso a presença do Pai pelo novo e vivo caminho ( Hb 10.20).
            A oração genuína é conversar com alguém que conhecemos muito bem e que nos conhece. E, esta conversa verdadeira não depende de formulas e citações repetidas, pois, temos intimidade suficiente para nos abrirmos crendo que somos ouvidos e atendidos. É tudo uma questão de atitude correta do nosso estado de espírito.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Há algo errado com o povo chamado evangélico - Daniel Rocha


O que você pensaria de uma nação cujos irmãos lutam entre si, buscando cada um a primazia de sua família? O que você pensaria de um povo que professa a fé no mesmo Deus e isso ao invés de unir os separa? O que você pensaria de um povo que se trata com o amável título de "irmãos" mas vivem desconfiados uns dos outros e muitas vezes agem como verdadeiros inimigos?

O que você pensaria de um povo que crê na ação do Deus Espírito que veio para unir (Jo 17.21) mas que justamente "Ele", é o grande ponto de polêmica no meio desse povo?

Obviamente estamos falando de um povo que no Brasil afirma ter mais de 50 milhões de pessoas, está presente nas rádios, TVs, e hoje já se dissemina por todas as classes sociais de A a D.

Era de se esperar que esse povo tivesse uma identidade mais ou menos clara e uniforme, que houvesse concordância em pontos importantes, que se tratassem com amor e respeito, que falassem a mesma língua..... Mas o que vemos é algo completamente diferente. Essa fina estirpe que recebeu do Senhor o título de "nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus", apresenta características tão díspares, sentimentos tão heterogêneos, disposições tão contrárias, que fico pensando se Deus não desceu do céu, e a exemplo da Torre de Babel, não veio confundir-nos até que tomássemos consciência da loucura que tomou conta da Igreja hoje.

Faço esse triste diagnóstico a partir das constatações que relaciono abaixo:

Há algo profundamente errado quando convivemos com uma classe de crentes "superiores" por terem tido uma experiência especial com Deus e uma classe de crentes "inferiores" porque não alcançaram ou não buscam esse mesmo tipo de experiência.

Há algo profundamente errado quando uns cultuam a Deus no sétimo dia da semana e lutam ardorosamente contra os que cultuam a Deus no dia seguinte.

Há algo profundamente errado quando uns batizam os seus fiéis em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, mas não aceitam os fiéis batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo em outra igreja, porque a outra igreja o fez de modo diferente.

Há algo profundamente errado quando participantes do mesmo Corpo tentam de todas as formas arrancar fiéis de outros grupos que também participam desse Corpo.
Há algo profundamente errado quando o germe da divisão produz a cada dia mais igrejas que declaram ser as únicas e verdadeiras igrejas (a esse propósito há aqui num bairro nobre de S.Paulo uma igreja com bonita fachada escrito abaixo de seu nome: "Fundada em 33 d.C. na cidade de Jerusalém")

Há algo profundamente errado quando pastores, bispos e apóstolos afirmam ter recebido novas revelações de Deus, revelações essas que não foram feitas nem a Paulo, nem a Pedro, nem a João, mas foram reveladas a esse graaaande seeerrrrvo do Senhor, líder de tal igreja.

Há algo profundamente errado quando alguns crentes são tomados de um orgulho bobo de ser separado "de" e ostentam essa separação como prova de santidade, enquanto o Evangelho de Cristo nos separa "para".

Há algo profundamente errado quando a Igreja passa a ser um fim em si mesma e o bom crente é aquele que freqüenta seus trabalhos 7 dias por semana, independentemente da ética que o domina, da sua qualidade de vida familiar e da responsabilidade social que ele tem.

Fico me perguntando como viver a Unidade desejada por Cristo se a Ceia nos separa, se o Batismo nos separa, se aquele que veio trazer a Unidade, o Espírito Santo, nos separa?

Que Deus tenha misericórdia desse povo que poderia ser uma grande nação, um povo realmente escolhido por Deus para testemunhar das coisas do Reino.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Adoração ou tradição (Adhemar de Campos)

Marcos 7.6-9


As Escrituras ensinam que adoração é algo extremamente importante para Deus. Adoração é a vida e o idioma do reino de Deus (João 4.23)

Ao nascermos de novo somos introduzidos num reino de amor, que confere a cada um de nós uma marca inconfundível: o amor e o louvor. (Colossenses 3.14-16)

Que maravilhoso é quando se vive a vida cristã nessa dimensão! Que tremendo é quando uma comunidade, uma família, um cristão tem essa experiência! Com certeza o testemunho cristão torna-se incontestável e a decisão por Cristo, por parte dos incrédulos algo irresistível.

O Senhor nos tem chamado para essa realidade de vida.

Entretanto, nos deparamos com um contexto histórico que nos remete a um sistema evangélico religioso que torna inviável a vida cristã autêntica. É nesse ponto que se confunde tradição com adoração.

Por falta de experiência real com o Senhor "fabricamos" uma conversão e passamos a agir apenas esteticamente como cristãos. Nosso louvor nas reuniões segue o mesmo caminho. Fazemos tudo repetida e mecanicamente sem o vigor espiritual da igreja de Atos, cujo louvor resultava na conversão de muitos (Atos 2.47).

sexta-feira, 18 de março de 2011

Livrar do mal: (Leonardo Boff).


O mal aqui descrito refere-se unicamente ao inferno. No mundo estamos sempre sujeitos a dores, doenças, problemas financeiros, problemas familiares entre tantos outros. Mas Jesus nos deixa muito tranqüilos com relação a isso quando diz: “...mas tende bom ânimo porque eu venci o mundo.”
É muito comum relacionarmos este mal com a morte ou acidentes, assaltos, etc... mas a palavra de Deus nos deixa claro que todos, um dia, morreremos e para isto não existe uma regra com relação a idade ou como isto vai acontecer. Por isso é importante sabermos que Jesus nos livrou do mal (inferno e condenação eterna).
Quando descobrimos e entendemos o que realmente significa o inferno e a condenação eterna, nos damos conta de que o único mal do qual queremos que Deus nos livre é o inferno. Não importa o que acontecerá durante nosso breve tempo aqui na terra vivendo como seres humanos, imagem e semelhança do Pai.
Se aqui vivermos 70 ou 80 anos trabalhando, com poucas posses, sempre naquele aperto financeiro, mas conhecedores da promessa de Deus para nós quanto ao nosso sustento e providência, ainda assim estaremos conscientes de que o que mais nos importa é a nossa salvação.
Estaremos sempre prontos a servir, ouvir e obedecer os mandamentos e os ensinamentos daquele que nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz.

Adaptado do livro O Pai Nosso, de Leonardo Boff
Lic. Flavio Ayres 

quinta-feira, 17 de março de 2011

Vivendo a Salvação (A certeza do cristão).



"E não vos conformeis com este século, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”  Romanos 12.2


Diáriamente nossa fé é confrontada com os valores deste mundo. A cada momento somos induzidos ao erro de forma sutil e muito aceitável. Discretamente o inimigo nos coloca diante de situações conflitantes com a verdade de Deus, e ainda nos induz a pensar que é tudo muito natural ou normal.
            A melhor frase criada pelo inimigo diz que “hoje em dia isso é normal”. Ledo engano. Aquele que busca santificação; que quer viver de modo digno do evangelho; que tem como alvo em sua vida uma verdadeira comunhão com Deus, jamais poderá pronunciar esta frase para legitimar uma ação pessoal, ou mesmo para amenizar conflitos de terceiros com relação a valores bíblicos, éticos ou morais.
“hoje em dia isso é normal” entra em conflito direto com o texto base desta meditação que diz “...E não vos conformeis com este século...” A partir do momento que concordamos com os padrões criados pelo mundo, deixamos de buscar o conhecimento da palavra para nortear nossa vida e nossa relação com Deus; e isso nos afasta cada vez mais de Deus e da verdade bíblica. Ora, é mais fácil concordar com o mundo do que confrontar o mundo com a verdade do evangelho. Temos então o que os teólogos contemporâneos chamam de 3º conflito – A idolatria pagã confrontada pela lealdade a Deus.
O texto de 2Co 4.4 diz que “...o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo...”  assim, o verdadeiro cristão não deve nunca andar de acordo com padrões estabelecidos pelo mundo, por que estes padrões foram estabelecidos pelo “deus deste século” – satanás – que busca ferozmente, descaracterizar a criação do verdadeiro Deus – Jeová; mas o verdadeiro cristão deve andar sempre de acordo com a verdade do evangelho de Cristo, a verdade da palavra da cruz que é poder de Deus para os que são salvos.

Lic. Flavio Ayres





quarta-feira, 16 de março de 2011

Jesus é a Luz


O inimigo tem cegado o entendimento do povo, justamente para que não vejam a luz.
Mais importante do que enxergar esta luz, é tomar posse desta luz para que ela ilumine nossos passos e nossos “caminhos” rumo ao reino eterno.
O salmista diz: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra, e luz para os meus caminhos.”
Quando tomamos posse desta luz e ela nos preenche e ilumina nossa vida e nosso caminho, passamos a ver e entender com clareza as coisas de Deus.
A bíblia, Palavra de Deus, não necessita de interpretações justamente por ser de uma clareza extrema; caso contrário o salmista não teria dito isso. Quando necessitamos de interpretação da palavra significa que não temos clareza; assim devemos cuidar para que não sejamos cegados pelo inimigo a fim de que se detenha a palavra e passemos a andar em trevas sendo guiados por luzes fracas e apagadas (falsas igrejas e falsos líderes) que se aproveitam da cegueira do povo e usam isso em seu próprio interesse.
Por isso entendemos o que a bíblia nos diz com: “....nos tirou das trevas para sua maravilhosa luz.” Nesta luz termos clareza nas palavras e ensinamentos de Deus para nós.

Deus abençõe a todos.

Flavio Ayres

terça-feira, 15 de março de 2011

Mentes embotadas!!


Rm 12.2 – “Não vos conformeis ao mundo presente, mas sede transformados pela renovação da vossa inteligência, para discernirdes qual é a vontade de Deus: o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito”.

Tem sido muito comum em nossos dias o uso de frases como: “hoje em dia isso é normal”; ou ainda: “isso não tem nada a ver”. Estas e outras pérolas do comodismo popular tem sido usadas com muita freqüência, inclusive no meio evangélico, por aqueles que preferem adaptar os ensinos bíblicos ao seu modo de vida. Infelizmente, pela escassez de tempo a que temos sido submetidos pelo trabalho ou outras atividades (festas, clubes, televisão, etc...), falta espaço em nosso dia de 24 horas para buscarmos a “renovação da nossa inteligência” na palavra de Deus e na oração. Desta forma perdemos a sensibilidade para percebermos o que Deus tem de novo para nós e preferimos nos conformar “ao mundo presente”. Mentes embotadas é o que temos cultivado em nossas vidas, em nossas igrejas, e em nossos lares. Às vezes penso: Será que Deus, quando olha para a criação hoje, também diz: : “hoje em dia isso é normal”; ou ainda: “isso não tem nada a ver”??? Creio que não!! Deus é eterno; e o propósito da criação também o é. A Confissão de fé de Westminster ensina, com fundamentação bíblica que “o fim principal da humanidade é glorificar a Deus e goza-lo para sempre”.
No texto desta meditação o apóstolo Paulo nos convida a uma reflexão sobre nossa situação atual, buscando em Deus as bases para sustentação de nossas vidas.
Que nós possamos orar como o salmista Davi, no salmo 51.12: “Cria em mim um coração puro, ó Deus; enraíza em mim um espírito novo”; e dessa forma possamos experimentar de Deus o que é bom, o que lhe é agradável, o que é perfeito.

Deus nos abençoe!!!

Lic. Flavio Y. Ayres.

A difícil prática do perdão.


Então Pedro, aproximando-se, lhe perguntou: Senhor, até quantas vezes meu irmão pecará contra mim, que eu lhe perdoe? Até sete vezes? Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.  Mt 18.21-22

Uma das tarefas mais difíceis na vida do cristão, creio, é a prática do perdão. Quanta dificuldade temos em perdoar plenamente alguém que nos tenha ofendido ou magoado.
A pergunta de Pedro é muito atual e nos leva a refletir sobre nossa prática do perdão. Até quantas vezes vou ter que perdoar? Ou, até que ponto tenho perdoado verdadeiramente?
Perdoar é muito mais do que simplesmente dizer: Eu perdôo você. Perdoar vai além do que podemos imaginar, pois exige de nós uma renúncia total de nossa natureza que insiste em querer se vingar; dar o troco; pagar com a mesma moeda. Neste sentido, temos que aprender com o texto de Lucas 6.27-36 que nos ensina o padrão de comportamento do cristão diante de situações adversas.
Quando falta perdão verdadeiro, cultivamos em nosso coração raízes de amargura que vão se aprofundado e tornam-se cada vez mais difíceis de serem arrancadas. Assim nos tornamos pessoas rancorosas, deprimidas e amarguradas.
Ao contrário, a prática do perdão pleno e irrestrito nos traz alegria, pois demonstra verdadeiro arrependimento e fé que temos na pessoa de Jesus. Além disso nos traz a certeza de sermos perdoados por Deus, pois a oração dominical (Mt 6.9-13) diz: “...perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos os nossos devedores...”
Devemos nos lembrar sempre que o sacrifício de Jesus na cruz nos trouxe perdão uma vez por todas, e este perdão deve ser refletido  ao mundo através de nossas vidas, nas nossas atitudes e relacionamentos.

Deus nos abençoe, e nos ensine a perdoar.

Lic. Flávio Y. Ayres.

Como a Corsa


“Como a corsa anseia pelas correntes das águas, assim suspira minha alma por ti, ó Deus”. Sl 42.1

Qual é a maior motivação para seguirmos a carreira cristã?
Muitos buscam na igreja (e em Deus) a satisfação pessoal. É comum vermos pessoas que querem um deus que satisfaça seus anseios e desejos no momento em que for inquirido; e quando isto não acontece se revoltam ou se decepcionam com Deus.
O salmo 42 nos ensina qual deve ser a nossa disposição com relação à nossa busca de Deus. Buscar a Deus com sede significa buscar como sendo algo necessário e vital para nossa existência.